Obrigada pela educação, senhor ladrão!
Nesta última segunda-feira eu sofri meu primeiro quase roubo desde que voltei de Londres. Quase porque não havia nada para ser roubado. Estava eu e minha mãe saindo da Casa Espírita quando, aproximando do carro, vimos as portas dele abertas, mas não arreganhadas. Quando eu estava chegando perto pensei: "Como minha mãe é distraída, deixou a porta aberta".
Não era isso (poderia ser). Depois vimos que o porta-luvas estava aberto e o banco de trás estava caído dando acesso ao bagageiro. Ficamos pasmas, não pela tentativa de roubo, já que isto é normal neste país, mas porque o tal ladrão não deu nenhum arranhãozinho no carro. Como esta criatura consegue abrir a porta sem ao menos deixá-la empenada? Fiquei boquiaberta com a técnica e com a evolução do tal procedimento.
Há mais ou menos três anos, tive o mesmo problema, mas o cidadão deixou a porta empenada e claro me roubou praticamente a casa, pois naquela época o meu carro tinha de "um tudo". Fiquei feliz de ter aprendido a lição e não mais deixar meus objetos espalhados pelo veículo. O ladrão educado deve ter ficado muito puto de não ter achado nadica de nada para roubar. A única coisa que tinha era uma apostila de inglês.. mas para que, não é mesmo? Aliás, estou me lambrando agora que havia algumas moedinhas de 50 centavos, que ele não pegou!!!
Entrando no carro só pude dar Graças a Deus por não ter tido a porta arreganhada (ou seja, nenhum prejú), por não ter deixado nada no carro (o som foi roubado há 3 anos naquele primeiro arrombamento, e não coloquei outro) e por não ter chegado no momento do roubo, ou seja, não fui obrigada a dar de cara com o ladrão. Segundos depois, já com o carro em movimento, minha mãe me atenta para o fato de o ladrão poder estar no porta-mala. Se tivesse, acho que até ofereceria carona para ele, para retribuir a gentileza de não ter feito nada com meu carrinho.


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